sábado, 20 de novembro de 2010

Motivo

Tem dia que acordo com saudade
mas olhar para o lado dá um motivo pra ficar.
Tem vezes que me sinto perdido
e lembro que há uma mão pra segurar.
Às vezes me sinto sozinho
mas sei que tenho com quem compartilhar
E nos momentos de frio
dividir o cobertor é o que há.
Sentar na mesa para jantar
e falar de coisas sérias ou engraçadas,
só para distrair
só para dividir
só para construir.
Nem sempre é fácil, mas difícil tampouco
pois tudo se torna mais simples
e mais alegre.
Duas bolas de gude azuis
me lembram todos os dias
que só tenho motivos para sorrir.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Baboseira motivacional para tontos




Hoje foi um dia que eu vinha esperando há 2 anos. Esperando que não chegasse nunca!


Aqui na Emirates existe um programa motivacional chamado Nujoum (estrela em árabe) que nada mais é que um monte de atividades que supostamente seriam para motivar a gente, ams que na prática só te faz pensar em outras 367mil coisas que você poderia estar fazendo naquele dia.


O dia é dividido em 4 partes e no final de cada atividade você tem que escrever como pretende aplicar aquilo no sue trabalho. Falando parece legal, mas para mim, que já sei que meus dias de comissária estão contados, não é nada interessante.


De que adianta a empresa te explorar, ferrar com a sua escala, te repreender por coisas que nem sua culpa são, negar sua promoção porque você ficou doente e querer, em um único e mísero dia, te deixar a pessoa mais motivada do mundo? Alô-ou! Não é assim que funciona. Pelo menos não comigo.


Para Não dizerem que sou negativista, aqui vão dois pontos positivos desta experiência:


1- Choveu em Dubai. Significa que eu não perdi praia!


2- Eu subi uma parede de escalada, coisa que eu tinha muita vontade de fazer.


3- (Sim um extra!) Foi só um dia e já acabou!!!


Com meu mau-humor básico e falta de crença (existe a palavra acreditação? Pensei nela e achei que ficaria bem aqui.) nesta companhia e em qualquer justiça que possa haver aqui dentro, acabei apavorando minha facilitadora que chegou à conclusão que não iria querer voar comigo. Eu expliquei que não sou tão má assim e que o fato de eu não gostar do meu trabalho não quer dizer que eu seja incompetente. Nem que eu quisesse muito!


Agora tenho uma estrelinha dourada igual àquelas que a gente ganha na primeira séria do primário, para colocar no meu uniforme. ÊÊÊ!


Pelo menos o Diegão estava lá no mesmo grupo que eu e a gente ficou fazendo piada de tudo e todos o dia inteiro.


Chegar em casa e trocar idéias com a Helena http://meninacesa.wordpress.com/ deu uma luz nos meus pensamentos. Se algo me motivou hoje, pode ter certeza não se chama Nujoum.


domingo, 14 de novembro de 2010

Dubai=Hollywood?

Algum dia você já acordou com barulho de carro de fórmula 1 na sua rua? Ou simplesmente teve que mudar o caminho para a academia porque fecharam a rua pra gravar um filme? Já viu o prédio onde mora na tela do cinema? Não? Eu já! Mas peraí Jú, você mudou pra Los Angeles. Não, não. Isso é mesmo Dubai! Explico:
Nosso querido (pelo menos meu querido) Tom Cruise resolveu dar o ar de sua graça (e que graça!) aqui pelo deserto para gravar Missão Impossível 4. Como a Jú aqui mudou dos cafundós do deserto para a Manhattan de Dubai, ele fechou uma rua aqui pertinho de casa e por duas vezes eu tive que dar a volta ao mundo pra chegar à academia. Chato né? A única coisa que vi, porém, foram alguns caminhões e equipamentos de filmagens. Queria uma foto pra postar aqui, mas o policial tava quase grudado no meu pescoço, daí fiquei um tanto quanto acanhada de sacar minha câmera super discreta laranja.
Sobe os carros de Fórmula 1, ainda não cheguei à verdadeira versão dos fatos, mas as duas hipóteses são: Tom Cruise filmando ou exibição devido ao GP de Abu Dhabi que acontece hoje na capital do país. De qualquer forma, não foi muito interessante acordar com aquele barulhão as 7:30 da manhã depois de chgar de vôo meia-noite.
At last, but not least: existe um filme sobre Dubai no qual aparece meu querido prédio em algumas cenas. O filme se chama City of Life e para quem não sabe muito sobre essa cidade, vale a pena conferir. Não sei se existe pela internet alguma versão com legendas em Português. Se você já assistiu e não mora em Dubai, saiba que qualquer um daqueles personagens pode ser bem real por aqui.
Sabe o que mais? Minha querida roomate, Michelle, viu o Tom Cruise pendurado em um prédio aqui perto e achou que estavam limpando as vidraças. É, esse sheik tem muito dinheiro mesmo!



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ansiosa? Quem, eu?

Hoje tava tomando café e comentei com a mãe da Débora que estava com cólica. Ela, enfermeira com um quê de entendimento da medicina chinesa logo se prontificou em resolver meu problema sem que para isso eu tomasse um remedinho sequer: acunpuntura! E lá fui eu deitar no sofá e receber umas espetadinhas que, diga-se de passagem, não doem nadica de nada. Eis que no meio da "consulta" ela diz:
- Bota a língua pra fora.
Eu obedientemente, o fiz. A reação??
- Nooooossa Jú! Como você é ansiosa!!!!!
Sim, a ponta da língua vermelha significa ansiedade. Ansiosa? Eu? ahaha Imagina! Daí outras coisinhas mais foram ditas (isso só de olhar a minha língua!) e depois a tia apertou um ponto no meio do peito e disse:
-Tá engolindo muito sapo hein?!
HAhahah tenta trabalhar 2 anos na Emirates e vê se você também não vai engolir o brejo inteiro.
Fiquei realmente impressionada como a minha língua (perdoem o trocadilho) pode falar tanto sobre mim!
O resultado é que minha cólica passou e agora eu tenho que dar um jeito de diminuir essa ansiedade.Vir aqui escrever foi a primeira atitude. Sugestões??
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Chegar de vôo e encontrar 3 emails esperado por respostas me fez um bem danado!!! É bom saber que mesmo longe certas coisas não mudam.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

aconteceu em Londres

Estava em Londres há dois dias atrás passeando com meu amigo Rafinha. A gente tava tão empolgado no papo que eu demorei pra dar conta que meu cachecol tinha caído. Putz! E agora? Mas peraí! Percebemos que estávamos na rua certa, porém no sentido errado. Então vamos subir tudo de novo, porque a nossa missão era encontrar a loja Primark (uma loja enorme que tem no Reino Unido, onde as coisas são geralemente baratas e numa qualidade que compensa).
Enquanto subíamos a rua voltando, tentávamos entender como eu não percebi um cachecol daquele tamanho caindo de meus ombros. Eis que eu paro diante de um poste, desacreditada.
- Rafinha, olha! Olha!
- O quê Jú??
- O poste!
E lá estava ele, meu cachecol xadrez, delicadamente enrolado no poste. A gente ficou tão besta que nem pegamos de cara, ficamos uns segundos olhando espantados para o poste (e alguns passantes olhavam sem entender bem).
Quais eram as chances de alguma alma boa encontrar um cachecol caído numa rua aleatória em Londres e decidir que era melhor enrolá-lo em um poste? Será que pensaram na possibilidade de eu voltar a rua procurando? Vai saber... Só sei que meu dia ficou melhor depois disso, não só pelo retorno do cachecol desaparecido, mas pelas risadas que demos nos minutos segiuntes.
Enfim achamos a Primark e torramos os tubos lá. Foi um proveitoso sábado de sol na capital inglesa. =) Obrigada Rafinha!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eat Pray Love

Acabo de voltar do cinema. O filme? Eat Pray Love (Comer Rezar Amar). Faz tempo que li o livro e desde que fiquei sabendo do lançamento do filme estava contando os dias para conferir.
Chorei, ri e refleti. Acho que era essa a idéia, não? Depois de um dia que começou mal, foi bom terminá-lo dessa forma, tirando um pouco do peso e da frustração, chorando lágrimas que queriam sair de qualquer forma e esperavam um pretexto mais adequado (afinal, qual a mulher que nunca chorou vendo um filme?). Sem dramas nem comentários.
Me lembrei de quando fiz minha malas e vim pra Dubai, largando tudo que me era referência de segurança e me jogando no desconhecido, na possibilidade. Me lembrei dos cultos de domingo no centro Sai Baba no Rio e de como me fazia tão bem ir lá cantar por uma horinha e como isso me aproximou tanto de pessoas queridas como a tia Célia e minha amiga Mariana. Pensei nas amigas que estão fora do Brasil vivendo experiências que mudarão suas vidas e lhes darão recordações impagáveis. Pensei nas viagens que faço e nas que ainda quero fazer. Me perguntei ao que sou grata e achei várias respostas cabíveis. E o principal de tudo: me inspirei. Sim, porque, para mim, inspiração é fundamental, é a energia que me move e que me enche de vontade de vir aqui passar para as letrinhas tudo isso que fica na caixola.
Acho que todo mundo já passou por algum momento que deu vontade de largar tudo, por alguma situação para a qual não se via saída e nem todos têm como decidir passar um ano inteiro viajando em busca de respostas ou em busca de si mesmo. Mas mesmo quando não dá pra simplesmente sair por aí, vale à pena lembrar do velho clichê que diz que aquilo que você busca está dentro de você. Mesmo que seja necessário um mapa ou uma lupa, a gente acaba achando.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dinheiro

Dinheiro, money, bufunfa, trocado, plata, dindin...
Aquele que faz o mundo girar. Gira em torno de notas, moedas, cheques e cartões. Compras necessárias ou não, comida, abrigo, casaco. A gente precisa dele pra ficar quentinho, mas se não cuidar ele nos deixa é frios demais. E se fala tanto nele, sem ele não dá, se tem demais é perigoso, se tem na média não está satisfeito. Mais, mais e mais. Sempre queremos ter mais, comprar mais, comer mais, 100 pares de sapatos para a centopéia humana, 15 vestidos para um corpo só. Não sou socialista, comunista ou qualquer outro "ista" que abomina o capitalismo. Simplemente não deixo meu dinheiro mandar em mim e não suporto que ninguém tente mandar no meu. Fácil assim, simples assim. Guardar pro futuro, pé-de-meia, poupança, porco... importante sim? Mas e se eu morrer amanhã? O que se fez do dinheiro que ganhei fazendo um trabalho que não gosto? Poupar agora pra desfrtar no futuro. Eu não vou comprar roupas da moda, fazer viagens ou qualquer outra coisa dessas quando tiver 60 anos. Guardar pra gastar com remédios, médicos e terapia? Essa poupação obsessiva que nos levar a deixar de aproveitar o ue temos agora não é pra mim. Então entre o dinheiro ou eu, por favor, me poupe!