quinta-feira, 28 de julho de 2011

Fechando ciclos

Um post AZUL para fechar!


Hoje eu abri meu querido blog e pensei: tá na hora de atualizar. Mas peraí, pára tudo! Vamos repensar as coisas: eu já não estou mais do lado de lá do mundo, já não vivo voando pelo mundo, então é hora de fechar este ciclo também virtualmente.


Aí surge a idéia: um novo blog! Porque não? A vida do lado de cá é tão cheia de experiências quanto do lado de lá, então vale a tentativa.


Ainda não pensei muito sobre o blog novo, mas logo logo tratarei de escrever novamente.


Comigo é assim: fase de mudança é geral: mudar de país, os móveis, os planos e tudo que estiver precisando de uma repaginação... huuuum, será que o visual entraria nessa onda de mudanças? Então vida nova, blog novo!


E pode deixar que farei um blog onde as pessoas consigam comentar (ao contrário desse aqui que dá muito problema pros amiguinhos que querem se expressar).


Obrigada a quem me acompanhou pelo mundo! =)


domingo, 26 de junho de 2011

Mudança



10 dias- tempo que se passou desde que cheguei de volta ao Brasil

1 mês- tempo que se passou desde minha última postagem no blog

O motivo? Acho que a primeira frase explica... Arrumar uma mudança não é fácil, quando se trata de uma mudança internacional então, o bicho pega bonito!

Foi um mês que passou mais rápido que qualuqer outro. Era caixa pra cá, mala pra lá e metros e mais metros de plástico-bolha, o melhor amigo de quem está arrumando uma mudança.

Aí despacha o cargo e ufa! É hora de festa. Obaaaa! Só sorrisos?! Não é bem assim... festa de despedida, acaba em lágrimas né.

Durante 2 anos e meio Dubai foi a minha casa, a cidade que me recebeu, onde eu aprendi a lidar com as diferenças, onde eu aprendi a levar vida "de gente grande". E foi lá que eu conheci muita gente. Gente que chegou e foi logo embora, gente com quem perdi contato, gente que ficou. Aaaah aí sim é que as lágrimas insistem em voltar. Eu ganhei uma família. Minha família de Dubai, que fez meus dias ficarem mais fáceis e mais felizes e que com certeza continuará fazendo parte da minha vida, mesmo de longe.

O pior? Dar tchau pro meu amor no aeroporto. Mas isto é assunto proibido!

Agora me encontro do lado de cá do mundo, vivendo ainda um clima de férias e com metade das minhas roupas dentro de malas.

Amanhã começa minha busca por um novo começo. Emprego, estudos, tudo novo. Até o quarto vai ficar novinho em folha. E é assim que deve ser, mudança total de ares, de energia e todas as boas vibrações para dar início a esta nova fase. E que venha o melhor!!!! =)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cotidiano

Bom dia, meu amor!
Bom dia, meu amor!
Me traga sorrisos que hoje é dia
Não quero lágrimas que inundam o travesseiro.
Vem cá, me dê um abraço
daqueles que calam, daqueles que curam.
O que tem pra comer?
Vamos lá na cozinha
A gente come junto e divide a sobremesa.
Praia ou piscina? Tá muito calor, vamos ao cinema.
Quem vai? Nós dois, não chama mais ninguém
que hoje é dia de eu e você.
Vem cá, quero namorar
Não morde meu nariz, não morde minha orelha.
Vem cá deita aqui...
pega meu livro
quero namorar.
Boa noite, meu amor!
Boa noite, meu amor!

domingo, 15 de maio de 2011

Aventuras em Bali





"Quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor." (Nando Reis)

A frase acima é uma verdade absoluta pra nós dois, por isso arrumamos a mala e partimos rumo a Bali- Indonésia.

Sol, praia, piscina e uma semana desligados do mundo. Sem internet, telefone, celular, jornal ou qualquer coisa que pudesse interromper nossa paz.

A jornada pra chegar lá foi longa: dubai-doha-cingapura-bali, um total de 12horas entre vôos e esperas, mas chegamos! E o melhor de tudo: nossa mala e a prancha chegaram também! Ufa!

Primeira sorte: Sra Juliana, você reservou quarto standart, mas infelizmente o hotel está lotado e teremos que te dar um upgrade pra villa. Opa! Começamos bem. Um bungalow pra chamar de nosso.

Kuta Beach- a praia em frente ao nosso hotel era bem sujinha, mas bastava andar 10minutos e a praia já era bem melhor. E lá foi ele com a prancha embaixo do braço pegar onda. A noite em Kuta é a mais, digamos, bombante de Bali. Vários barzinhos, boates e restaurantes e muita, mas mmuita droga. Droga na Indonésia? Pios é. Aparentemente esse lance de epna de morte não assusta a galera que fica ao longo da rua da praia oferecendo "marijuana" e "mussroom"(jeito balinês de dizer mushroom ou cogumelos. Até viagra eles vendem! Aliás, vendedor é uma praga em Bali. Se você for atrás de sossego, isole-se em algum resort e não saia de lá! Qualquer esquina é cheia de barraquinhas e as pessoas vêm atrás dos turistas oferecendo mil e uma coisas. E ai de você que ouse parar pra olhar e não compre nada... eles vão falar até você se convencer de comprar algo (nem que seja pro indivíduo se calar).

O melhor (ou não) meio de transporte em Bali são as motos. Dá pra alugar no meio da rua, sem burocracias. Lá fomos nós pegar uma motoca e o sujeito me demora meia hora pra trazer uma que preste. Esperar meia hora no calor de Bali é algo que tira a maioria das pessoas do sério! Motoca, capacete- hora de explorar. E lá vem o primeiro abraço... fomos parados no primeiro posto de polícia, onde o policial decidiu que a habilitação de Dubai não servia de bosta nenhuma e nos levou pra dentro da cabine, fechou a porta. O que ele queria? Dinheiro, grana, bufunfa! Ele pediu 100 mil na moeda local, mas como pagamos em dólar demos um balão nele, pagmos menos e seguimos viagem. O destino era Nusa Dua, mas não demos conta de chegar lá. Chegamos a Sanur, uma praia bonitinha com vááários resorts, um do lado do outro. Chegar lá não foi moleza, porque, apesar de bem sinalizadas, as ruas de Bali são uma loucura.

No dia seguinte a aventura foi um pouco mais longe: Padang-Padang e Uluatu- duas praias conhecidas pelas altas ondas e campeonatos de surf que rolam por lá. Foi um tal de parar pra perguntar o caminho e volta pra cá, vai pra lá, sobe serra, desce serra e de repente damos de cara com essa vista:



Padang-Padang

Nos restava descobrir como chegar até essa praia. Mais umas idas e vindas e descobrimos uma escadaria que passa por uma gruta e tchã-ran! Chegamos à pequenina Padang-Padang. As ondas não estavam tão grandes neste dia e a praia estava cheia de banhistas. Bom pra mim! Essa foi a praia mais bonita que vimos em Bali e também a menor. Arrisco dizer que ela é menor que a praia Vermelha, no Rio.

Segunda parada: Uluatu. Mais escadaria, macacos correndo de um lado pro outro (eles são assustadores!) e chegamos a um lugar que me lembrou a geografia de uma favela: escadinhas que sobem e descem, casa em topos de pedras, ruelas que não se sabe onde vai dar. Chegamos ao lugar de onde se vê os surfistas, já que as ondas são beeem lá atrás. É lindo! A vista de lá é maravilhosa e só de ver a distância que eles precisam remar pra chegar nas ondas já cresce o respeito por esses surfistas. Detalhe: a distância é tão grande que a lente do fotógrafo que fica lá é mais ou menos igual ao comprimento da minha perna.

Voltamos pro hotel sujinhos, cansados, famintos e com a bunda dolorida de passar o dia inteiro na motoca. Porém, muito felizes!

Fechamos um tour para o dia seguinte: Snorkling, Turtle Island, Spa, Templo de Uluatu e jantar.

O nosso guia parecia que ter passado a noite toda acordado e o motorista arrotou umas 3 vezes dentro do carro como se fosse a coisa mais normal do mundo. E a gente só rindo no banco de trás.

Primeira parada: Nusa Dua. Uma praia só para esportes aquáticos, onde fomos faze snorkling. Na verdade, não vimos muita coisa. Uma estrela-do-mar, um cardumezinho e muitas algas. Ok, tá valendo. De lá, pegamos um barco com fundo de vidro a caminho da Turtle Island e vimos muito mais peixes pelo barco do que no snorkling. Turtle Island é mais ou menos uma miniatura do Projeto Tamar que temos no Brasil. Eu, com minha paixão por tartarugas, fiquei emocionada vendo uma tartaruga verde de 62 anos bem ali do meu lado! Mas como tudo em Bali vira negócio, o tour da ilha funnciona assim: o giua te mostra todas as tartarugas e outros animais que ali vivem e depois diz que você pode ficar ali no restaurante da ilha bebendo e comendo. Eu quis voltar pra ficar olhando as tartarugas e ele chamando pra ir pro restaurantes. "Ou vocês podem pegar o barco de volta." Tá bom né! Entendemos o recado. Voltamos para a praia e fomos fazer Para-Sailing, um pára-quedas já aberto sendo puxado por um barco. Delícia!!!'

Próxima parada: SPA. Conselho: fazer massagem é legal, mas por 2 horas começa a dar vontade de sair correndo. Mais um abraço: o carro enguiçou na saída do Spa e lá ficamos nós, esperando sei lá quanto tempo e rezando pro carro pegar. Pegou! Partiu Templo de Uluatu.

Uluatu é um templo hindu, sem imagens, cheio de árvores e macacos. Um pouco decepcionante para quem, assim como eu, foi lá esperando ver algo parecido com os templos da Tailândia. E os macacos de novo! Esses macacos que vivem lá são meios agressivos e roubam qualquer coisa que esteja na sua cabeça: óculos de sol, boné, o que for. Vimos um macaco roubar os óculos de um turista e deu um trabalhão pra fazer ele devolver. Não tente arrancar nada das mãoes de um macaco balinês. Eles têm dentes afiadíssimos!

Saindo do templo nosso exausto guia não conseguia achar o motorista. E lá vai mais uma meia hora procurando o cara. Esses dois formavam uma bela dupla dinâmica! O jantar era em um restaurante na praia, com direito a um pôr-do-sol pra ninguém botar defeito. Isso se tivéssemos achado nosso motorista a tempo. Chegamos lá depois do pôr-do-sol, mas tava valendo. Frutos do mar, milho grelhado da carrocinha que passava pela praia... até que não foi mal, mas não matou a fome de ninguém. Tivemos o segundo round de jantar no Macarroni Club, que elegemos nosso restaurante favorito em Bali.

Nos últimos dias ficamos por perto do hotel, pegando praia e eu tive a brilhante idéia de tentar aprender a surfar. Como a prancha dele é pequena, obviamente eu não consegui subir nem uma vezinha. E no último dia foi mais sensacional ainda: estávamos no mar, tentando pegar alguma onda quando a maré subiu e não conseguíamos sair. O desespero bateu e aí que lascou tudo! Tivemos que pedir ajuda pra um surfista que me mandou subir na prancha dele e me empurrou dentro de uma onda direto até a areia. Quer saber? Ele me colocou tão direitinho dentro da onda que eu até senti equilíbrio pra tentar ficar em pé. Mas achei que seria abuso...

Hora de dar tchau. E rezar pra entrar no vôo que estava lotado. Conseguimos! Bali-Cingapura-Doha-Dubai. Ufa! Chegamos em casa. Salvos, porém não tão sãos assim.

No vôo de volta conhecemos dois cariocas que dão aula de surf no Arpoador. Peguei o cartão e agora sim aprenderei a surfar de verdade (ou não).

Até hoje me pego falando dessa viagem e dá uma saudadeeee.

Tudo que é bom dura tempo suficiente para se tornar inesquecível. E essas férias ficaram na nossa memória pra sempre!







domingo, 17 de abril de 2011

24 horas em NYC!



Central Park




Museum of Modern Art- MOMA


Depois de passar 2 anos viajando o mundo, a gente começa a achar tudo "normal" e, como todo mundo sabe, "normal" não encanta, não emociona, não inspira. E eu preciso de inspiração!

Às vezes me pego diante de um monumento ou uma cidade que deveria ser incrível, mas simplesmente não é. Tudo vira lugaro-comum.

Mas tudo mudou o dia que pisei em Nova York pela primeira vez.

Fazia tempo que eu queria ir pra Nova York, pois eu precisava confirmar (ou contrariar) o que se diz sobre a cidade. O primeiro pensamento que me veio à cabeça: porque eu só tenho 1 dia pra ficar nesse lugar???

Assim foi meu único dia em NYC:

Cheguei no hotel por volta das 11 da manhã, exausta depois de 14 horas de vôo, mas sem tempo pra tirar aquele cochilo. Então vamo que vamo! Primeira parada: almoço. Aonde? Restaurante brasileiro. "Como assim você vai pra NY comer em restaurante brasileiro?" É, eu não moro no Brasil e a vontade de comer uma coxinha me pegou de jeito. Coxinha, guaraná, arroz, feijão e bife. Ufa! Também não comi mais nada até o vôo da volta.

Segunda parada: Victoria's Secret! Tá aí um lugar que é parada obrigatória para toda brasileira nos EUA. Não há como contestar.

O que mais eu fiz? Andei, andei e andei. Andei pela quinta, sexta e sétima avenidas. Vi o MOMA, o Central Park, o Times Square, a Broadway. Muitas lojas, caras, baratas, famosas e desconhecidas. Ouvi Inglês, Espanhol, Português e sabe-se lá mais o que. Uma confusão de gente de todos os tipos, cores, estilos e formas. Um frio que não cabe ao mês de abril.

Para fechar minhas 24 horas em Nova York, nada mais justo que assistir um musical na Broadway. A escolha foi difícil, mas fiquei com Billy Elliot- o menino inglês filho de um trabalhador de minas na Inglaterra que acaba se apaixonando pelo ballet. Sim, o ballet tinha que estar presente. Foi lindo, emocionante e o maior sentimento era o de querer subir no palco e dançar junto. Deu saudade!

No fim do espetáculo meus olhos já estavam fechando sem minha permissão, era hora de voltar pro hotel e dormir porque na manhã seguinte tinha que voltar pra Dubai. Aaaah que vontade de perder aquele vôo.

Minha impressão disso tudo?

Eu queria morar lá! Não para sempre, mas por um tempo. Conhecer e absorver melhor toda a riqueza cultural que só etsa cidade pode me oferecer. Quero passar tardes inteiras dentro de museus e outras tantas passeando pelo parque. Quero explorar, viver e guardar dentro de mim cada imagem, cada foto poética que a câmera não capturou, cada música que passou pela minha cabeça em determinada esquina.


Ah sim, finalmente comprei um e-reader. Depois de tanta peregrinação, escolhi o Kindle da Amazon. Vamos ver se corresponde às expectativas.


E NY que me espere, pois eu ainda volto lá. Se não pra morar um tempo, para umas boas férias. =)









quarta-feira, 13 de abril de 2011

Luto!


Uma parada das viagens para comentar algo muito mais importante que qualquer acontecimento particular. O post de hoje será digitado empreto, ao contrário do costumeiro verde que eu gosto de usar aqui.

Desde o dia que vi a notícia sobre a "chacina de Realengo", o trecho de uma música não me sai da cabeça e foi a partir daí que veio a vontade de falar sobre isso no blog.

"Pessoas inocentes que não tem ada a ver, estão perdendo hoje o seu direito de viver." Tive que dar um google pra lembrar de qual música se tratava esta frase e dei de cara com o título de um funk carioca bem conhecido "Eu só quero é ser feliz".

Ser feliz, é realmente só o que queremos?

Um dia o sujeito acorda pega uma arma e entra atirando em um escola. Mata 13 crianças, fere algumas outras. E aí? Vai me dizer que ele queria somente ser feliz? Sei que nessa história entram diversos fatores psicológicos e sociais, mas o que marcou mesmo este episódio foi a carta deixada pelo sujeito.

Fanatismo nunca levou nem nunca levará ninguém a lugar nenhum. Bom, levou esse aí pro cemitério... não sou contra nenhuma religião, crença ou como quiser chamar, mas sou contra sim as interpretações distorcidas da "Palavra de Deus". Será que é isso que ele quer? Que matemos uns aos outros? Então até que ponto a fé se confunde com fanatismo e seguir a palavra de Deus não se confunde com a sua própria interpretação dela?

Não dá pra enteder o porquê, mas espero que ninguém siga o exemplo infeliz deste cidadão.

É numa hora dessas que me faz temer o mundo que meus futuros filhos encontrarão...

Hoje faz uma semana que 13 famílias choram a perda de suas crianças. E este choro não seca, não acaba, apenas aprende-se a viver com ele.

Não há o que a polícia possa fazer para evitar crimes como esse, mas, filha de psicóloga que sou, não posso deixar de pensar se não seria a hora de o governo brasileiro começar a repensar a inclusão de tratamentos psiquiátricos na saúde pública.


De luto!

terça-feira, 22 de março de 2011

Março- parte I


Templo budista em Osaka
A gente costuma dizer no Brasil que o ano novo só começa depois do carnaval. Será?
Se isso é fato ou crendice popular não sei. Só sei que depois do carnaval, meu ano ficou um pouco mais, digamos, novo. Sim, eu gosto mesmo é de novidade e se não fosse assim, não teria vindo parar do lado de lá do mundo.
No começo de março nós acompanhamos o terremoto seguido de tsunami no Japão. Pois é, eu estava lá! Não exatamente na região atingida,mas estava em Osaka- Japão. deixe-me explicar: agora que se aproxima a hora de dar tchau a Dubai, meu objetivo éconhecer os destinos que ainda não fui e depois de algumas horinhas no querido swap shop, consegui trocar meu vôo por Osaka e lá fui eu feliz da vida planejando conhecer os templos budistas de kyoto. Foi aí que eu me enganei... Após uma hora de atraso para pousar, finalmente chegamos em Osaka e a triste notícia do tsunami nos pegaram de surpresa. Ainda bem estávamos bem longe, mas a preocupação das meninas japonesas com suas famílias eamigos deixou todos nós com um ó na garganta e acompanhar as notícias pela CNN só aumentava a ansiedade de todos.
Passado o susto (kind of) pude conhecer um pouco, bem pouco de Osaka e até achei um templo budista pelo caminho. Desistimos da idéia de ir a Kyoto, já que não dava pra confiar nos trens, afinal, calamidade é calamidade e a ninguém sabia o que podia acontecer nas próximas 24 horas.
Paguei 100dhs por 2 minutos de ligação para o Brasil porque minha família já sabia da tragédia, mas não sabia em que parte do Japão eu estava. Confesso que, mesmo estando longe, bateu um medinho e aquela sensação de mais uma vez estar sozinha em um quarto de hotel, longe de todos os possíveis lugares que eu chamaria de "casa".
Mesmo não sendo meu país ou meu povo, doeu o coração ver tanta destruição.
Depois do Japão, dias de folga e mais uma novidade: esqui. Resolvi encarar o medo de frente e aproveitar para ir ao famoso Ski Dubai pela primeira vez. Por ser uma estação de esqui fechada, dentro de um shopping, é tudo bem organizado. Ao chegar lá eles perguntam se é primeira vez ou se você já esquiou antes. Assim como eu, você deve ter pensado: aaah, é só dizer que sabe, chega lá e se vira. Certo? Errado! Se você arricar mentir e chegar lá em cima e começar a sessão "estabaco" vem um staff e pede pra você sair e ir numa aula, pra não ficar atrapalhando. Como eu já tava com um pequeno medinho, fui direto para a Discovery Lesson, na qual eles te ensinam o básico do básico. Vamos lá: primeiro um pé só no esqui, dá uns pulinhos, escorregar pra trás e pra frente, agora o outro pé, repete tudo... até finalmente a hora que todos esperavam: descer a montanha. Quer dizer, parte dela. "Feench fries to run, pizza to stop." Seria uma forma fácil de lembrar que pra ganahr velocidade, basta deixar seus esquis paralelos como duas batatas fritas e para freiar, una as pontas dianteiras e abra as traseiras, como uma fatia de pizza.
E lá vai a Jú, descendo lindamente na neve... Concluí minha primeira aula sem nenhum tombo e confesso, sem grandes dificuldades. Agora preciso de mais duas aulas para poder ir pra pista principal e descer sozinha. Mas não posso esperar muito tempo, senão esqueço e preciso começar tuuudo de novo.
Atualizarei meu progresso aqui. Aguardem! =)
E para os brasileiros de plantão: Feliz Ano Novo!!!


Eu e Ricardinho no Ski Dubai