segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dilema

Para quem mora fora férias é sinônimo de ir pra casa, certo? Nem sempre.
Às vezes, tudo que a gente quer é um tempo pra relaxar, conhecer mais um novo lugar (sim, isso vicia!) e não enfrentar 15 horas de vôo, conexão, mas um monte de compromissos e afazeres que sempre aparecem nas férias. Eu, pela primeira vez em 1 ano e meio, decidi não ir pra casa, ams levar minha mãe pra conhecer Portugal. Ainda não consigo ter 100% de certeza se é realmente isso que eu quero, porque quando penso em não ver meus irmãos, pai, avós e amigos, já corta o coração. Pra melhorar a história, todos os meus amigos estão indo para um super festival de música bem durante as minhas férias.
Aiaiai! Será que um dia passa essa sensação de querer estar em vários lugares ao mesmo tempo?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Glasgow- Escócia


Todo mundo sabe a fama que os escoceses têm de serem bons bebedores. Mas a verdade é que, somente depois de fazer um vôo pra Glasgow é que temos a real noção da bebedeira escocesa.


Vôo Glasgow- Dubai: 380 passageiros na classe econômica, sendo 40 crianças e os outros... bom, quase todos beeeem dispostos a beber todo o álcool que tínhamos no avião. 7 horas de vôo, sem parar nem um minuto pra dar uma descansadinha. Pelo menos as pessoas são educadas e falam "please e thank you", mas chega uma hora que dá vontade de gritar: ooooooooou! Acabou a vodka, o vinho, o wiskey, o gim. Quer que eu traga o perfume do banheiro para o senhor??

Depois de 7 horas andando dentro do avião, finalmente chegamos! A vontade de dormir era grande, mas era dia da final da Copa do Mundo e eu não ia conseguir acordar mais. Saída para umas comprinhas, porque não sou de ferro.

Dica: Se você estiver passeando pelo Reino Unido, vale dar uma passada na Primark. Super barata e tem coisas bem legais, bom pra comprar aquele presentinho que faltou na sua lista!

Vamos pro pub ver o jogo então! E dá-lhe mais escocês enchendo a lata, mas o engraçado é que eles não ficam bêbados. Incrível! Bom, bêbados eles até ficam, mas somente depois de uma quantidade de álcool que mataria umas 3 Julianas de cirrose.

Foi bonito ver a festa da Espanha, mas que não se empolguem muito...

Ah, sim! Mais uma dica sobre a Escócia: não deixe de ir a Edimburgo, mas chegue cedo porque os castelos fecham suas bilheterias no fim da tarde. Eu fiquei só na porta, mas vale a visita anyway.

Vamos seguindo com julho que vem mais Uk por aí: Londres, Birmigham e Manchester (ui!).



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Escrever para quem?
Tá aí um dilema que me encontra diversas vezes. Quero ser lida, mas não pela mãe, pelo amigo ou pelo namorado. Quero ser lida por quem me desconhece, por quem se interesse.
Vergonha? Hum, talvez. Não quero ouvir "ai que bonitinho Jú!"
Mas e aí, como faz?

domingo, 4 de julho de 2010

Roma


Todas as pessoas deveriam visitar Roma antes de morrer.

De verdade, acho que todos nós deveríamos nascer com um ticket vitalício para Roma, usado a nosso próprio critério, um vez na vida. Ir a Roma, exageros à parte, lembra que o mundo já foi construído à mão, e que naquela época tudo era mais forte, as paredes e as pessoas. Milhares de anos depois, ainda vemos as ruínas não tão arruinadas assim. Quem disse que Roma caiu? Seu império sim, mas a cidade não.

Se vc precisa se apaixonar, seja pela primeira vez, segunda ou pela útima, este é o lugar. Se apaixone pela imponência do Coliseu, pelo apelo histórico de cada canto da cidade, pelo romantismo da Fontana di Trevi, pelo seu namorado, pela sua família, por Deus e por você.

Paixão é a palavra-chave.

Cada ruela, com seus ristorantes e gelaterias. Cada cruzamento do louco trânsito italiano. Cada ruína da época do Império Romano, cada teatro, estátua, museu. Cada coisa em Roma tem um quê de romantismo, história e um brilho inexplicável.

Se perca no caminho e se ache novamente em um caminho novo, tão lindo quanto o original.

Será que se fizermos um abaixo-assinado conseguiríamos esse ticket aí? Só uma vez na vida, pra todo mundo ter o direito de se apaixonar.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Todo dia acorda cedo
Faz café pra comer com pão
Pega trânsito em pé no ônibus
Trabalha como um cão

É rotina cansativa
Toda semana é igual
Mas fim de semana vem vindo
É aquele carnaval

E a cada quatro anos
A contagem regressiva
Para ver a seleção
É a nossa alegria

Enfeita a rua, a casa, o país
Pinta a cara e veste a camisa
Vamos juntos torcer pro patrão
Liberar a galera
Pra ver a seleção

Não tem falta de dinheiro
Não tem preocupação
Não tem chuva que atrapalhe
Não tem briga que não acabe

Na hora do gol, só gritaria
Vuvuzelas berrando
Ecoando
Zumbindo nos ouvidos
Tem gente até chorando

O país acorda diferente
Quando o Brasil vai jogar
E é lindo ver toda a gente
Se unindo pra comemorar
No bar, em casa, na rua
É aquela agitação
Todo mundo esperando pra gritar:
"É campeão!"

domingo, 13 de junho de 2010

Certeza de que?!

"Nessa vida só se tem certeza de uma coisa: a morte." Sempre ouvi todo mundo dizer isso e é uma verdade, mas e os outros tipos de certeza? Como é que gente sabe aos 18 anos qual profissão vai seguir? Eu mesma já mudei de idéia algumas vezes desde os meus 18 anos e agora, com 24, ainda me pego pensando "qual será á próxima?". Já quis ser produtora cultural, jornalista, bailarina de contemporâneo, escritora, turismóloga e aeromoça, entre outras. E agora, começa de novo aquela coceirinha de insatisfação e mais uma vez a pergunta e a incerteza. Ai Deus! São tantas certezas que temos que ter, tantas escolhas a fazer nessa vida, que cansa a cabeça só de pensar. Como saber se aquele namorado que você está apaixonada é o "the one"? Eu já me apaixonei algumas vezes e um par de vezes achei que era pra sempre, daí um dia meu "pra sempre" acabou. Opa?! Se bem que hoje em dia não precisa mais ter tanta certeza né... não deu certo, tem divórcio. É que eu sou meio antiga nesse aspecto, ainda romantizo essa idéia do pra sempre e me pergunto como a gente tem certeza. Será que vem um sinal do céu? Um sonho? Uma visão? Ou simplesmente, como dizem por aí " aaaah você vai saber!".
Tá bom, eu vou saber tudo. Mas não é só depois de morrer que a gente sabe tudo?
E será que não rola uma ajudinha, hein?! Porque eu queria algumas certezas, se possível, ainda nessa vida.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sweet(and cold!) Holland


Escrevo para ninguém, eu sei.

7 dias de folgas, mochila nas costas e lá fui eu pra Holanda. Dormi o vôo inteiro- as delícias de ser passageira- e cheguei super cedo em Amsterdam, pega trem pra Delft, troca de trem em Den Haag e ufa! Cheguei. Aquele abraço apertado da Fezica na estação me fez lembrar daquela música "Encontros e Despedidas" que ficou linda na versão da Maria Rita.

Foram 3 dias em Delft e Den Haag, duas cidades pequeninas na Holanda, porém muito bonitinhas. O melhor mesmo era a companhia! Resumão: passeio pelas ruas de Delft as 07:30 da manhã, depois Den Haag mais a tarde, as melhores cervejas (e com maior teor alcóolico), carona na garupa da bicicleta da Fê, Super Mario no Wii, museu em Den Haag, mais cerveja, busca pela barraca de camping perfeita, um super passeio de bicicleta e a hora de dar tchau. Foi bom enquanto durou e não adianta eu tentar escrever detalhes dessa viagem, porque só quem mora longe entende o que significa passar 3 dias com amigos do Brasil.

Último dia, acorda cedo, um "oi" no skype, mochila nas costas e trem pra Amsterdam. Compro meu bilhete às 09:50 e descubro que o trem está saindo em 2 minutos. Me jogo na primeira porta aberta que encontro quando dou conta que estou na primeira classe com um bilhete de 2ª. Quer saber? Fiquei por ali mesmo torcendo pra ninguém passar checando os tickets (funcionou!) e chego em Amsterdam pronta pra andar.

A vibe dessa cidade é uma das melhores que já encontrei por esse mundo e viajar sozinha, mesmo que por um único dia, significa duas coisas: liberdade e fotos que não incluem você.

Roteiro: pegar o tram até o Van Gogh Museum, e voltar andando pelas cidade passando pelo Flower Market, Red Light District (aquela rua onde tem as prostitutas nas vitrines) e finalmente a casa da Anne Frank (lembra da menina que escreveu um diário quando sua família ficou escondida dos nazitas durante a guerra?).

Tirando a casa da Ane Frank que eu não consegui entrar por causa da fila gigante, consegui ver todas essas coisas e mais um pouco, me perdendo e me achando pelas ruas de Amsterdam, com um mapinha da cidade numa mão e a câmera na outra.

Fim de tarde, pego o trem pro aeroporto e é hora de voltar pro deserto... Vôo lotado, lista de espera e aquela sensação de que não vai dar pra embarcar dessa vez. Começo a pensar aonde era mesmo aquele albergue que eu passei na porta quando o moço suuuper simpático chega e fala: "miss Lessa, tenho um lugar pra você, mas é na business class".

Aiai... boas horas de sono naquela poltrona melhor que o sofá da minha casa.

Queria estar mais inspirada pra escrever sobre a viagem, mas acordar às 04:30 da manhã não ajuda muito...