quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pra Sempre

E quando os sonhos se misturam tanto e a gente já não sabe mais qual deles seguir?
E quando a gente quer fazer tudo ao mesmo tempo?
E quando o coração e razão se embolam igual cama de gato?
E quando a gente já não escuta voz nenhuma de tão grande que são os ruídos?

São tantos barulhos, tantas cores, tantas opções, tantos caminhos que fica difícil escolher um só. 
Decisão, escolhas, rumos. Muitas palavras para um mesmo significado. E todas elas têm uma coisa em comum: elas pesam. Sim, fazer escolhas nem sempre é simples. Mas precisa ser assim tão difícil?

E essa obrigação do "pra sempre"?  Um amor pra sempre, uma profissão pra sempre, um amigo pra sempre, um hobby pra sempre. Ei! Peraí! E cadê aquela história do Budismo dizer que tudo que temos é o presente, pois o passado já ficou para trás e o futuro ninguém sabe, ninguém viu?

Inspira - Expira. C-A-L-M-A! 

Nem tudo precisa ser pra sempre, mas precisa ser pra agora. O que faz feliz hoje, pode não fazer o menor sentido daqui a 10 anos. ou 5 meses. ou 1 dia. E tudo bem. Sério, tudo bem mesmo.

O mundo está mudando numa velocidade absurda e a gente muda junto. Novos caminhos surgem , novas tecnologias, novas formas de se relacionar. E de repente essas novidades nos fazem pensar de outra forma, ver o mundo com outros olhos e nem sempre isso é compreendido pelas pessoas à nossa volta. 

Então, pensa assim: a única pessoa que pode te cobrar alguma coisa é você mesmo e você não quer ser tão cruel com a pessoa que você mais ama nesse mundo, quer? Se cobrar pode ser saudável, estimulante e aquela motivação que precisamos para seguir em frente, mas não exagere na dose. Saiba a hora de respirar, de dar um tempo, de esvaziar a cabeça. Ta aí coisa difícil pra caramba, né? Mas é preciso. E como!

Uma hora as coisas começam a fazer sentido, a gente vai se encontrando aos poucos, moldando a nós mesmos pela nossa essência, pelo que há de mais profundo e mais bonito em nós. E talvez não haja pra sempre em tudo, mas o tempo é uma medida que a gente mesmo inventou e porque não usá-lo a nosso favor? Deixe-se ser feliz pelo tempo que algo te faz feliz e o depois tá lá no futuro, não tá no agora.

Sonhe, faça planos, algumas coisas duram para sempre sim. Mas se não durar, deixe ir com o coração leve e com a certeza de que aquilo te fez feliz por algum tempo. E se juntarmos todas essas coisas que acabam, se somarmos tudo que algum dia nos fez, faz ou fará felizes aí sim encontramos o tão buscado "pra sempre".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Quando desistir é melhor que persistir


Dezembro é o mês das reflexões, dos balanços e de olhar pra tudo que aconteceu no ano que está acabando. Por isso bateu uma vontade de falar sobre o que me fez desistir da minha lista de 30 coisas antes dos 30. 

Há uns 3 meses atrás eu escrevi aqui sobre uma tal lista de 30 coisas para fazer antes dos 30. Eu já queria fazer algo desse tipo há um tempo e vi alguns exemplos aí pelas internetes e achei que seria super legal e tal. Daí que eu não sou geminiana, mas mudei de ideia. 
Explico: eu sempre tive mania de fazer listas, mas sempre tive o hábito de esquecê-las na mesma velocidade. Não é falta de vontade ou desânimo, é falta de organização mesmo! 
Todo dia eu olhava pra lista, olhava pra janela, via o dia lindo que fazia lá fora e ficava me martirizando por não poder aproveitar aquele momento riscando itens da minha lista, afinal, eu estava dentro do escritório trabalhando. Aí que foram muitos dias refazendo a lista e tentando adaptá-la de forma que se tornasse algo possível de realizar. 
Isso foi rolando, eu consegui riscar alguns itens, mas no fundo a frustração de perceber que não ia conseguir fazer tudo que estava na lista era maior do que a felicidade de riscar um item. Foi aí que piscou uma luzinha vermelha: opa! Isso não tá certo!

Então um belo dia eu falei: foda-se! Sim, foram essas as minhas palavras. Ah, então eu sou uma loser porque desisti de um projeto faltando mais de 1 mês pra minha deadline? Então eu tô dizendo que todo mundo tem mais é que desistir dos seus sonhos? Não, péra! 

Como pessoa ansiosa que sou e como exagerada que sou mais ainda, eu fiz uma lista com itens que eu já sabia desde sempre que não teria tempo/dinheiro para realizar. Coisas complexas como voltar a dirigir, caras como voar de balão e que exigem planejamento (e companhia) como acampar são exemplos de coisas que eu quero muito fazer, mas que não seriam possíveis de realizar neste curto tempo. Então a ansiedade de querer fazer tudo da minha preciosa lista tava me fazendo parar de prestar atenção nas coisas que realmente estavam acontecendo na minha vida. Foi aí que eu reparei que essa parada não estava funcionando pra mim. E isso me levou a uma reflexão muito legal sobre como a gente acaba se deixando levar por coisas que no fundo não funcionam para nós. Fazer uma lista que não estava me deixando feliz pra que? Só pra postar umas fotos bonitas nas redes sociais? Não né?! 

Eu acho que a gente tem que tentar coisas novas sempre, que temos que persistir e correr atrás daquilo que nos faz feliz, mas temos também que perceber quando um projeto deixa de ser um sonho e se torna um fardo. Quando é hora de dar um passo para trás e observar as coisas de uma perspectiva diferente e foi isso que eu fiz. 

Eu realmente fiz aquela lista com o coração e eu sei que um dia ainda vou realizar cada uma dessas coisinhas, mas tudo em seu tempo, sem pressa, sem correria. Afinal, eu não pretendo morrer aos 30! 
Por outro lado, nesses últimos meses eu fiz coisas muito legais, que me tomaram bastante tempo, mas que me deixaram muito feliz! Algumas eram, inclusive, itens da lista de 30 coisas antes dos 30, outras não. 

O que eu quero dizer com isso tudo? Ter planos e metas é importante sim, mas muito mais importante que isso é dar valor ao agora ao que está acontecendo na sua vida neste exato momento, pois é a única coisa que realmente temos: o momento presente. 




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Desafio 30 antes dos 30

Envelhecer é uma questão de perspectiva, tudo depende do ponto de vista. Se pensarmos do ponto de vista da Terra (sim, o planeta) eu tenho 29 anos, porém, para Saturno (aquele dos anéis que a Rita Lee falou que roubaria por você) acabei de completar 1 ano ou melhor, uma volta em torno do Sol. Partiu Saturno?

Nem pareço ter 29 vai!

Apesar de eu ter esta cara de 23 anos (é o que dizem por aí), os 30 estão chegando e sei que muita gente entra em parafuso com isso e começa aquele papo de "eu achava que com 30 anos já estaria casada, com 2 filhos, rica e morando numa mansão". Pois é, não rolou. Vamos todos culpar o maldito que inventou aquela brincadeirinha de papel que dizia com quantos anos você ia casar e quantos filhos teria, entre outras previsões tão sem sentido quanto as loucuras do Silvio Santos. 


Então, em vez de sentar a bunda no sofá e ficar me lamuriando sobre como eu não consegui fazer as coisas que queria ter feito, decidi fazer uma lista de 30 coisas que eu quero fazer antes dos 30 anos e por em prática este projeto. ÊÊÊÊ!!!! E como esse projeto tem como foco evitar frustrações (já basta eu chegar aos 30 sem ter casado com o Adam Levine, né?), fiz uma lista de coisas que são possíveis de serem realizadas nesse curto espaço de tempo que me separa de me tornar uma mulher balzaquiana. 
Portanto, não esperem coisas como conhecer 7 países diferentes, ir à Disney (ou qualquer outra coisa que dependa do dólar!), comprar um carro ou qualquer outra coisa do tipo. Minha lista é bem mais simples e inclui coisas que eu nunca fiz por:

a) Falta de tempo
b) Falta de coragem
c) Falta de dinheiro
d) Falta de oportunidade/planejamento
e) Falta de vergonha na cara ( a maioria delas, no caso)

Não vou divulgar minha lista, mas vou contar aqui minhas aventuras e desventuras para tentar realizar todos os 30 itens nesses 141 dias que faltam para o meu aniversário (sim, eu contei!). Parece muito, mas não é! Vamos lembrar que a moça aqui trabalha em horário comercial, o que limita meu tempo para muitas coisas e que eu sofro de um problema chamado: morro de sono. Sim, eu não consigo varar a madrugada fazendo coisas quando preciso acordar as 6:15 da manhã pra trabalhar. 

Tá, mas qual é o objetivo disso? Além de eu ser maníaca por listas, acho que esta é uma forma de me forçar a parar de enrolar e fazer coisas que eu realmente queira/precise fazer. E, é claro, a realização de chegar no dia 29 de janeiro e falar: CONSEGUIIII!!!!!!

Tem que rolar uma dancinha comemorativa, óbvio!


Ainda estou pensando se vou fazer vídeos, até porque não sei editar e eu morro de vergoha. Mas dá pra acompanhar aqui no blog e por essas redes sociais aqui ó:

Snapchat: lessa.ju
Instagram; jubslessa
Twitter: lessaju

Garanto que vou tirar muitas fotos para registrar esse desafio que com certeza vai ser muito divertido! 

Wish me luck!!

sábado, 22 de agosto de 2015

Primeira Receita: docinho de Quick!

O post de hoje é novidade aqui no blog, mas quem me conhece na vida real sabe que cozinhar é algo muito importante na minha vida e eu AMO fazer doces e AMO mais ainda quando é uma receita que a minha vó me ensinou. 
Essa receita é muito especial para mim, pois foi o primeiro brigadeiro pelo qual me apaixonei na vida! Pois é, quando eu era criança não curtia muito as coisas de chocolate, tirando o Nescau que era a base da minha alimentação (mas isso é história pra outro post...). Minha vó fazia esse docinho nas festas e eu gostava tanto que no meu aniversário de 6 anos pedi pra ela fazer meu bolo de Quick de morango e não é que ela fez?! 

Mas vamos ao que interessa? A receita do docinho de Quick (ou brigadeiro gourmet de morango com coco!).

Ingredientes: 

- 1 lata ou caixinha de leite condensado (395g)
- 4 colheres (sopa) de Quick de morango (daquelas colheres bem cheias)
- Aproximadamente 50g de coco ralado 
- 1 colher (chá) de manteiga (vale margarina, tá? não vamos gourmetizar receita de vó!)

Para decorar:
- Açúcar cristal
- Cerejas em calda (daquelas que dizem por aí serem feitas de mamão ou chuchu)
- Forminhas da sua cor preferida

Modo de preparo:

Em uma panela junte todos os ingredientes e misture bem (fica uma mistura bem rosa que dá vontade de apertaaaar!). Leve ao fogo médio mexendo sempre pegando todo o fundo da panela para evitar que grude até soltar do fundo da panela. Mas aí você pergunta: como eu vou saber se já tá bom? Eu te entendo, pois a minha vida foi baseada em errar o ponto do brigadeiro. Esse eu até acho mais fácil, sei lá, talvez por causa do coco ralado que dá uma consistência diferente do brigadeiro normal. 

Olha a dica: Arraste a colher de pau ou a espátula que você estiver usando pra mexer e se a mistura não voltar para aquele espaço imediatamente, já está bom. Caso contrário, continue cozinhando e fazendo esse teste.


Não consegui filmar na hora do ponto exato, mas um minuto depois eu apaguei o fogo. (reparem que o doce não voltou imediatamente pro lugar)

Assim que chegar ao ponto, apague o fogo e transfira o doce para um prato fundo ou um refratário de vidro (refra-quem?) e deixe esfriar. Se você estiver com muita pressa, cubra com plástico filme e leve à geladeira.
Quando estiver frio é hora de enrolar!
Em um prato fundo coloque açúcar cristal. Separe as cerejas da calda e corte em pedaços menores para decorar os docinhos sem ficar muito bruto (essa parte é opcional, fica muito bom sem cereja também). Por último já deixe as forminhas abertas, já que não queremos melecar tudo com nossas mãozinhas sujas de doce!

Para quem nunca enrolou brigadeiro na vida:

Separe duas colheres de chá para te ajudar a pegar o doce do prato. Unte as mãos com manteiga ou margarina e é só pegar uma colher de chá do doce e enrolar bolinhas. Preste atenção no tamanho das suas forminhas e faça as bolinhas de acordo para não sumirem nem ficarem grandes demais. 
Passe no açúcar cristal, coloque na forminha e decore (ou não) com um pedacinho de cereja.


Nesse caso eu não usei forminhas nem cerejas. Shame on me!


Coma no trash day/ cheat day da sua dieta e seja feliz!

* Como esse docinho fica bem rosa, é ótimo para dar um contraste com os outros doces na decoração da mesa! 

Essa é a receita do jeitinho que minha vó fazia, mas se você quiser, pode inventar na decoração e usar outro tipo de confeito.
Façam a receita e postem no Instagram com a #whataboutju porque eu vou amar ver! 

Gostaram? Deixem aqui nos comentários o que vocês acharam dessa receita. 

E sejam felizes comendo esse docinho maravilhoso!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Desabafo sobre o direito de usar pijamas

Tristeza é começar a escrever um post que tá indo super bem e lá pelo terceiro parágrafo você esbarra num botão e perder tudo. Not cool!

Em uma tentativa de pôr um pouco de ordem aqui em casa (somos 5 adultos dividindo o mesmo apê!), comprei um livro sobre organização e como eu sou muito antenada e só fico sabendo das coisas depois de todo mundo, óbvio que eu nem sabia que se tratava de um best-seller.
Segundo a mocinha que escreveu o livro, ela tem um método infalível para manter sua casa arrumada para sempre. Para sempre? Como eu não acredito em plano infalíveis, pois cresci vendo o Cebolinha apanhar muito da Mônica, eu não acreditei no que aquela moça me prometia, mas resolvi dar uma chance. A ideia era pegar algumas dicas de organização que eu conseguisse aplicar na minha vida, sem me tornar uma neurótica compulsiva por arrumação em com TOC em diferentes níveis (sabemos que esse é um risco que eu não corro, pois sou bagunceira à beça!).
Estava tudo correndo bem, dentro dos conformes e eu já tava até compartilhando algumas dicas com o pessoal aqui de casa quando, lá no último parágrafo da página 63 me deparo com a seguinte pérola:
“ As mulheres devem vestir peças femininas e elegantes para dormir (...). Sim, dormir com roupas velhas é confortável, mas não é nem um pouco atraente – e isso tem um enorme impacto em sua autoimagem e, consequentemente, em sua autoestima. ”
(Marie Kondo- A mágica da arrumação – A arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida)
Acredito que ela deve saber do que fala quando se trata de organização, mas eu tô até agora tentando entender o que a roupa que eu visto pra dormir tem a ver com minhas habilidades de manter uma casa arrumada. E, ainda pior, quem é você, moça que nunca me viu na vida, pra me dizer como eu sou sexy ou não e qual roupa eu devo vestir pra dormir?
Esse trecho do livro foi tão impactante que eu simplesmente não consegui ignorar e continuar a leitura. Não me considero nenhuma feminista radical, não sou associada a nenhum movimento, mas eu fiquei pensando em mil coisas e no quanto as palavras de uma autora de best-seller podem influenciar mentes minimamente vulneráveis.
Primeira coisa: autoimagem e autoestima são conceitos relativos. Toda mulher gosta de se sentir bonita e confiante, mas será que todas se sentem assim ao usar roupas "elegantes" pra dormir? Eu espero o ano inteiro pra usar meu pijama de flanela estampado com ovelhinhas (ooiiin) e se eu ainda não usei ele pra dormir com meu namorado foi por falta de frio.

Ursinhos Carinhosos, Flinstones, Mafalda e Ovelhinhas: Minha coleção de pijamas sexy!

Segunda coisa: ninguém tem o direito de te dizer o que é certo ou errado pra você se sentir bem. Se você é feliz usando make todo dia, ótimo! Se você é feliz de cara lavada todos os dias, ótimo também! Isso vale para tudo: salto alto, camisolas sexies, maquiagem, roupas e mil outras coisas do universo feminino que não precisam fazer parte do universo de cada mulher por aí.
Terceira coisa: aceite-se e se ame muito! Se tem um único conselho que me sinto no direito de dar é esse, porque ele vai ser muito útil durante toda a sua vida. Todo mundo tem coisas que gostaria de mudar, seja no seu corpo ou na sua vida de um forma geral e tem dias que a gente tem vontade de quebrar os espelhos por aí. Mas o que temos mesmo que quebrar são os estereótipos, as forminhas já prontas onde a gente passa a vida tentando se encaixar em alguma (ou algumas) dela (s).

Eu sendo muito feliz com meu pijama de ovelhas

Quarta coisa: já que estamos falando de tolerância, vale lembrar que a moça que  escreveu o livro é japonesa e lá existe uma coisa muito forte sobre como as mulheres devem ser femininas. Eu respeito (e adoro) muito as diferenças culturais que existem por aí nesse mundão maravilhoso, mas acho que se o livro foi traduzido e levado a vários países, inclusive ocidentais, valia a pena manter o texto só na parte de "como organizar sua casa".
Resumindo bora ser feliz, cada um do seu jeito, cada um com suas manias.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Reflexos reflexivos de uma profunda reflexão

ALERTA: Não leia procurando coerência textual (Ou seria coesão? Sempre confundo as duas).

Tem dias que a dor é maior que a alegria. Nesses dias, parece que o mundo gira em câmera lenta, como se o mundo estivesse girando mais devagar, 24 horas passando como se fossem 48. O tempo se estende dobrado, não pra fazer a gente sentir mais dor, mas pra fazer a gente ir dormir mais leve, pois teve o dia inteiro para digerir essa dor.
Nos dias mais cinza o coração fica meio derretido e nossa velha mania de enterrar tudo nos faz seguir. E por cima da dor jogamos trabalho, muito trabalho “pra não pensar”, vamos ver um filme de comédia pra “distrair”, contamos piadas, damos sorrisos, risos e gargalhadas. Porque ninguém quer ver outra pessoa triste. Mas quem foi que disse que é feio estar triste? Quem foi que disse que tristeza é digna de pena?


A gente vai inventando comportamentos e separando eles em categorias, o que é e o que não é aceito. O que pode e o que não pode. Mas quem foi que disse que outra pessoa pode chegar e dizer como devo ou não devo sentir o que sinto? Cada um tem um jeito de sentir e todos eles devem ser respeitados. Quem foi que inventou essa história que lugar de chorar é no chuveiro? De onde vem tanto medo de mostrar nossas fraquezas?  Essa necessidade de ser forte o tempo todo, e tudo invenção. De quem? Nossa!
Eu aqui, do alto dos meus 29 anos, aprendi que meu jeito de lidar com a dor e jogando ela pra fora de mim, o máximo que posso, o mais rápido que posso. Mas preciso primeiro mergulhar fundo, ir lá nas raízes e destrincha-las para só depois ir puxando cada fio bem devagar e aos poucos toda dor e tristeza vai se transformando em outros sentimentos. Alegria, saudade, beleza, reflexão.

Reflexo = reação do cérebro a um estímulo.
Reflexão= Concentração do espírito sobre si próprio, suas representações, ideias, sentimentos.

Me pego olhando para estas duas palavras, tentando extrair algo que seja bom, que traga esperança. E reflito sobre como os acontecimentos do mundo refletem sobre mim. Como posso transformar tristeza em alegria? A resposta veio rápido: através de exemplos.
Talvez a vida seja um só, talvez não. Mas de uma forma ou de outra, eu não me lembro de nenhuma outra vida que vivi além dessa e acho que por isso o maior exemplo que eu posso seguir é de viver essa vida aqui do melhor jeito possível.  Acontece que o melhor jeito possível pra mim, pode não ser o melhor jeito possível pra você e tá aí a mágica do ser humano: somos todos diferentes, porém iguais.
Portanto, para não cair aqui num texto cheio de conselhos de auto-ajuda, de pode e não-podes, do tipo “como levar uma vida sem arrependimentos”, vou dizer uma única coisa que é piegas pra caramba, mas é comum a todos. Viva uma vida com amor!
A gente se deixa engolir pela rotina, pela correria, pelas coisas tão pequenas e esquecemos daquilo que é maior, o que é realmente importante. Mas o que é realmente importante? Ah, não sou eu que vou te contar e estragar toda a surpresa de descobrir você mesmo tudo aquilo que faz o seu próprio mundo girar mais rápido (ao contrário dos dias de dor, nos dias de alegria ele gira alucinadamente rápido)!
Deixo aqui um dos clipes mais fofos da música brasileira e uma letra inspiradora, para que a gente não viva de "queria", "devia" e "se".



E você? O que faz seu mundo girar mais veloz?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Resolutions- sobre listas e realizações.

Existe aquela tradição de, todo início de ano, escrever uma lista: New Year’s Resolutions. Tá, mas a gente tá em julho. Porque eu tô falando de ano novo? Estaria bêbada/ Desorientada após bater a cabeça? Drogada?

Talvez. 

Mentira.

Vamos à explicação coerente (será?): na semana passada há 3 semanas, começamos o segundo semestre de 2015 e nesse mesmo dia eu me dei conta que havia cumprido uma das minhas metas de 2015. E olha que eu só fiz minha lista lá pra fevereiro, eu acho. Muito orgulhosa da minha proeza, afinal, apesar de gostar muito de listas eu não me lembro de muitas vezes ter escrito uma lista real de metas para um ano. Até porque ficar milionária, famosa e casar com o Adam Levine não pode ser considerado uma lista real, né?

Então, esse ano eu resolvi jogar limpo comigo mesma e fazer uma lista modesta, mas não menos digna de me dar orgulho no fim do ano. 5 itens apenas, todos passíveis de serem realizados em um ano, pois dependem muito mais da minha vontade (e um pouco de Money) do que do acaso, da conspiração do universo ou da boa vontade de outras pessoas. Isso é muito importante, afinal, a lista é minha e porque alguém iria querer participar disso só pra que eu me sentisse bem? Mas uma ajudinha de vez em quando é válida, então eu escolhi um item para ser compartilhado e é sobre este item que eu vou falar aqui: conhecer 10 novos lugares até o fim do ano.

Isso quer dizer fazer 10 viagens em um ano? I wish! Lembra de fazer uma lista mais simples?  Estou falando de restaurantes, praias, lugares que nuca fui na minha própria cidade e, quem sabe, eu consiga espremer uma viagenzinha no meio do caminho? Basicamente, vale tudo (opa, péra!). Daí que se você ainda tá se perguntando o que me faz escrever sobre isso em julho? Porque euzinha consegui atingir esta meta already! Eeee, palmas pra mim!

Essa é a minha lista até agora! 

E porque eu tô aqui compartilhando esse feito? 

1-      Porque sou exibida. (hahah não resisti a uma piadinha ridícula)

2-      Eu queria um bom motivo pra voltar a escrever (sim, eu já escrevi um dia)

3-      Porque acho que seria legal mostrar que sim, é possível cumprir uma lista dessas que ao longo do ano a gente esquece que fez.

A minha está guardada na minha gaveta do trabalho e eu vou abrir no dia 31/12 pra fazer aquele belo check. (Espero conseguir realizar tudo até lá). 


Daí eu pensei, pensei e cheguei à conclusão que ficou muito fácil e resolvi recriar a meta e dificultar mais um pouquinho. Reparei que mais da metade dos lugares se tratava de lugares para comer. Por isso, para não transformar esta meta em uma comilança sem fim, a ideia é dividir a lista em duas:

15 Lugares para comer (bares, restaurantes e feiras gastronômicas) e 10 lugares para visitar (praias, museus , cidades). Assim o negócio fica mias interessante, porque comer a gente come todo dia, mas conhecer novos lugares pra passear muitas vezes bate aquela preguicinha...

Bom, esse foi meu post de retorno e conto com vocês pra divulgar este espaço, curte aí e comenta aqui embaixo com dicas de lugares pra eu completar minha lista (aqui no Rio!). 😊

Ferradurinha- Búzios

Restaurante Landhaus

domingo, 16 de setembro de 2012

Pequenas Felicidades

A coluna da Martha Medeiros da semana passada me inspirou e resolvi fazer minha própria lista de pequenas felicidades ( as vezes não tao pequenas assim). Ok, eu tinha encerrado o blog, mas na pura preguiça de começar tudo de novo aproveitei esse espaço morto para dividir esta lista.

Pequenas felicidades




1. Acordar cedo no domingo e poder aproveitar o dia de sol;

2. Saber que sua escritora preferida vai lançar um livro novo ainda este e mês e você não terá que esperar muito;

3. Pintar as unhas sozinha e acertar tudo de primeira;

4. Terminar um desafio de Sudoku;

5. Descobrir que emagreceu quando não está fazendo dieta;

6. Receber uma ligação ou mensagem inesperada de alguém que você goste muito;

7. Acordar num “good hair day”;

8. Tocar uma música que você não escuta há muito tempo no radio do carro (e cantar beeem alto);

9. Pizza!

10. Andar de patins emu ma pista lisinha num lindo dia de sol;

11. Acertar na roupa na primeira tentativa;

12. Seu time ganhar um jogo difícil;

13. Um abraço e um sorriso da vó;

14. Passar horas no skype com uma amiga que mora longe;

15. Acordar com cheiro de café na casa;

16. Ler um livro que supere suas expectativas;

17. Achar algo que você queria muito por um preço bem menor;

18. Uma receita nova que deu certo;

19. Rever fotos de momentos inesquecíveis;

20. Chopp com amigos;

21. Dar um presente e a pessoa que ganhou adorer;

22. Viajar!!

23. Uma manhã sem olheiras;

24. Receber um elogio no trabalho;

25. Um beijo sem motivo;

26. Conversa ao vivo, olho no olho;

27. Um filme que te emocione;

28. Brigadeiro de panela com pipoca de manteiga;

29. Mergulho no mar não muito gelado;

30. Uma tarde na casa da vovó com os primos;

31. Entrar na calça que não fechava;

32. Sapato novo que não machuca;

33. Conhecer um novo lugar na sua própria cidade;

34. Vencer o medo de fazer algo;

35. Mantinha e tv numa noite fria;

36. Acordar e dizer “bom dia meu amor”

37. Dançar do seu jeito, sem preocupar-se com a opinião alheia;

38. Parque de diversões;

39. Não pegar trânsito na volta do trabalho;

40. Dormir na hora que dá sono;

41. Sobrar salário no fim do mês (e não ao contrário);

42. Achar algo perdido há muito tempo;

43. Gargalhar com os irmãos;

44. Uma aula de ballet;

45. Pastel do Adão;

46. Aprender uma coisa nova;

47. Dar um tapa no visual no salão de beleza;

48. Chorar de alegria;

49. Ganhar um presente que é a sua cara;

50. Ouvir “Eu te amo” e saber que é verdadeiro.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Fechando ciclos

Um post AZUL para fechar!


Hoje eu abri meu querido blog e pensei: tá na hora de atualizar. Mas peraí, pára tudo! Vamos repensar as coisas: eu já não estou mais do lado de lá do mundo, já não vivo voando pelo mundo, então é hora de fechar este ciclo também virtualmente.


Aí surge a idéia: um novo blog! Porque não? A vida do lado de cá é tão cheia de experiências quanto do lado de lá, então vale a tentativa.


Ainda não pensei muito sobre o blog novo, mas logo logo tratarei de escrever novamente.


Comigo é assim: fase de mudança é geral: mudar de país, os móveis, os planos e tudo que estiver precisando de uma repaginação... huuuum, será que o visual entraria nessa onda de mudanças? Então vida nova, blog novo!


E pode deixar que farei um blog onde as pessoas consigam comentar (ao contrário desse aqui que dá muito problema pros amiguinhos que querem se expressar).


Obrigada a quem me acompanhou pelo mundo! =)


domingo, 26 de junho de 2011

Mudança



10 dias- tempo que se passou desde que cheguei de volta ao Brasil

1 mês- tempo que se passou desde minha última postagem no blog

O motivo? Acho que a primeira frase explica... Arrumar uma mudança não é fácil, quando se trata de uma mudança internacional então, o bicho pega bonito!

Foi um mês que passou mais rápido que qualuqer outro. Era caixa pra cá, mala pra lá e metros e mais metros de plástico-bolha, o melhor amigo de quem está arrumando uma mudança.

Aí despacha o cargo e ufa! É hora de festa. Obaaaa! Só sorrisos?! Não é bem assim... festa de despedida, acaba em lágrimas né.

Durante 2 anos e meio Dubai foi a minha casa, a cidade que me recebeu, onde eu aprendi a lidar com as diferenças, onde eu aprendi a levar vida "de gente grande". E foi lá que eu conheci muita gente. Gente que chegou e foi logo embora, gente com quem perdi contato, gente que ficou. Aaaah aí sim é que as lágrimas insistem em voltar. Eu ganhei uma família. Minha família de Dubai, que fez meus dias ficarem mais fáceis e mais felizes e que com certeza continuará fazendo parte da minha vida, mesmo de longe.

O pior? Dar tchau pro meu amor no aeroporto. Mas isto é assunto proibido!

Agora me encontro do lado de cá do mundo, vivendo ainda um clima de férias e com metade das minhas roupas dentro de malas.

Amanhã começa minha busca por um novo começo. Emprego, estudos, tudo novo. Até o quarto vai ficar novinho em folha. E é assim que deve ser, mudança total de ares, de energia e todas as boas vibrações para dar início a esta nova fase. E que venha o melhor!!!! =)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cotidiano

Bom dia, meu amor!
Bom dia, meu amor!
Me traga sorrisos que hoje é dia
Não quero lágrimas que inundam o travesseiro.
Vem cá, me dê um abraço
daqueles que calam, daqueles que curam.
O que tem pra comer?
Vamos lá na cozinha
A gente come junto e divide a sobremesa.
Praia ou piscina? Tá muito calor, vamos ao cinema.
Quem vai? Nós dois, não chama mais ninguém
que hoje é dia de eu e você.
Vem cá, quero namorar
Não morde meu nariz, não morde minha orelha.
Vem cá deita aqui...
pega meu livro
quero namorar.
Boa noite, meu amor!
Boa noite, meu amor!

domingo, 15 de maio de 2011

Aventuras em Bali





"Quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor." (Nando Reis)

A frase acima é uma verdade absoluta pra nós dois, por isso arrumamos a mala e partimos rumo a Bali- Indonésia.

Sol, praia, piscina e uma semana desligados do mundo. Sem internet, telefone, celular, jornal ou qualquer coisa que pudesse interromper nossa paz.

A jornada pra chegar lá foi longa: dubai-doha-cingapura-bali, um total de 12horas entre vôos e esperas, mas chegamos! E o melhor de tudo: nossa mala e a prancha chegaram também! Ufa!

Primeira sorte: Sra Juliana, você reservou quarto standart, mas infelizmente o hotel está lotado e teremos que te dar um upgrade pra villa. Opa! Começamos bem. Um bungalow pra chamar de nosso.

Kuta Beach- a praia em frente ao nosso hotel era bem sujinha, mas bastava andar 10minutos e a praia já era bem melhor. E lá foi ele com a prancha embaixo do braço pegar onda. A noite em Kuta é a mais, digamos, bombante de Bali. Vários barzinhos, boates e restaurantes e muita, mas mmuita droga. Droga na Indonésia? Pios é. Aparentemente esse lance de epna de morte não assusta a galera que fica ao longo da rua da praia oferecendo "marijuana" e "mussroom"(jeito balinês de dizer mushroom ou cogumelos. Até viagra eles vendem! Aliás, vendedor é uma praga em Bali. Se você for atrás de sossego, isole-se em algum resort e não saia de lá! Qualquer esquina é cheia de barraquinhas e as pessoas vêm atrás dos turistas oferecendo mil e uma coisas. E ai de você que ouse parar pra olhar e não compre nada... eles vão falar até você se convencer de comprar algo (nem que seja pro indivíduo se calar).

O melhor (ou não) meio de transporte em Bali são as motos. Dá pra alugar no meio da rua, sem burocracias. Lá fomos nós pegar uma motoca e o sujeito me demora meia hora pra trazer uma que preste. Esperar meia hora no calor de Bali é algo que tira a maioria das pessoas do sério! Motoca, capacete- hora de explorar. E lá vem o primeiro abraço... fomos parados no primeiro posto de polícia, onde o policial decidiu que a habilitação de Dubai não servia de bosta nenhuma e nos levou pra dentro da cabine, fechou a porta. O que ele queria? Dinheiro, grana, bufunfa! Ele pediu 100 mil na moeda local, mas como pagamos em dólar demos um balão nele, pagmos menos e seguimos viagem. O destino era Nusa Dua, mas não demos conta de chegar lá. Chegamos a Sanur, uma praia bonitinha com vááários resorts, um do lado do outro. Chegar lá não foi moleza, porque, apesar de bem sinalizadas, as ruas de Bali são uma loucura.

No dia seguinte a aventura foi um pouco mais longe: Padang-Padang e Uluatu- duas praias conhecidas pelas altas ondas e campeonatos de surf que rolam por lá. Foi um tal de parar pra perguntar o caminho e volta pra cá, vai pra lá, sobe serra, desce serra e de repente damos de cara com essa vista:



Padang-Padang

Nos restava descobrir como chegar até essa praia. Mais umas idas e vindas e descobrimos uma escadaria que passa por uma gruta e tchã-ran! Chegamos à pequenina Padang-Padang. As ondas não estavam tão grandes neste dia e a praia estava cheia de banhistas. Bom pra mim! Essa foi a praia mais bonita que vimos em Bali e também a menor. Arrisco dizer que ela é menor que a praia Vermelha, no Rio.

Segunda parada: Uluatu. Mais escadaria, macacos correndo de um lado pro outro (eles são assustadores!) e chegamos a um lugar que me lembrou a geografia de uma favela: escadinhas que sobem e descem, casa em topos de pedras, ruelas que não se sabe onde vai dar. Chegamos ao lugar de onde se vê os surfistas, já que as ondas são beeem lá atrás. É lindo! A vista de lá é maravilhosa e só de ver a distância que eles precisam remar pra chegar nas ondas já cresce o respeito por esses surfistas. Detalhe: a distância é tão grande que a lente do fotógrafo que fica lá é mais ou menos igual ao comprimento da minha perna.

Voltamos pro hotel sujinhos, cansados, famintos e com a bunda dolorida de passar o dia inteiro na motoca. Porém, muito felizes!

Fechamos um tour para o dia seguinte: Snorkling, Turtle Island, Spa, Templo de Uluatu e jantar.

O nosso guia parecia que ter passado a noite toda acordado e o motorista arrotou umas 3 vezes dentro do carro como se fosse a coisa mais normal do mundo. E a gente só rindo no banco de trás.

Primeira parada: Nusa Dua. Uma praia só para esportes aquáticos, onde fomos faze snorkling. Na verdade, não vimos muita coisa. Uma estrela-do-mar, um cardumezinho e muitas algas. Ok, tá valendo. De lá, pegamos um barco com fundo de vidro a caminho da Turtle Island e vimos muito mais peixes pelo barco do que no snorkling. Turtle Island é mais ou menos uma miniatura do Projeto Tamar que temos no Brasil. Eu, com minha paixão por tartarugas, fiquei emocionada vendo uma tartaruga verde de 62 anos bem ali do meu lado! Mas como tudo em Bali vira negócio, o tour da ilha funnciona assim: o giua te mostra todas as tartarugas e outros animais que ali vivem e depois diz que você pode ficar ali no restaurante da ilha bebendo e comendo. Eu quis voltar pra ficar olhando as tartarugas e ele chamando pra ir pro restaurantes. "Ou vocês podem pegar o barco de volta." Tá bom né! Entendemos o recado. Voltamos para a praia e fomos fazer Para-Sailing, um pára-quedas já aberto sendo puxado por um barco. Delícia!!!'

Próxima parada: SPA. Conselho: fazer massagem é legal, mas por 2 horas começa a dar vontade de sair correndo. Mais um abraço: o carro enguiçou na saída do Spa e lá ficamos nós, esperando sei lá quanto tempo e rezando pro carro pegar. Pegou! Partiu Templo de Uluatu.

Uluatu é um templo hindu, sem imagens, cheio de árvores e macacos. Um pouco decepcionante para quem, assim como eu, foi lá esperando ver algo parecido com os templos da Tailândia. E os macacos de novo! Esses macacos que vivem lá são meios agressivos e roubam qualquer coisa que esteja na sua cabeça: óculos de sol, boné, o que for. Vimos um macaco roubar os óculos de um turista e deu um trabalhão pra fazer ele devolver. Não tente arrancar nada das mãoes de um macaco balinês. Eles têm dentes afiadíssimos!

Saindo do templo nosso exausto guia não conseguia achar o motorista. E lá vai mais uma meia hora procurando o cara. Esses dois formavam uma bela dupla dinâmica! O jantar era em um restaurante na praia, com direito a um pôr-do-sol pra ninguém botar defeito. Isso se tivéssemos achado nosso motorista a tempo. Chegamos lá depois do pôr-do-sol, mas tava valendo. Frutos do mar, milho grelhado da carrocinha que passava pela praia... até que não foi mal, mas não matou a fome de ninguém. Tivemos o segundo round de jantar no Macarroni Club, que elegemos nosso restaurante favorito em Bali.

Nos últimos dias ficamos por perto do hotel, pegando praia e eu tive a brilhante idéia de tentar aprender a surfar. Como a prancha dele é pequena, obviamente eu não consegui subir nem uma vezinha. E no último dia foi mais sensacional ainda: estávamos no mar, tentando pegar alguma onda quando a maré subiu e não conseguíamos sair. O desespero bateu e aí que lascou tudo! Tivemos que pedir ajuda pra um surfista que me mandou subir na prancha dele e me empurrou dentro de uma onda direto até a areia. Quer saber? Ele me colocou tão direitinho dentro da onda que eu até senti equilíbrio pra tentar ficar em pé. Mas achei que seria abuso...

Hora de dar tchau. E rezar pra entrar no vôo que estava lotado. Conseguimos! Bali-Cingapura-Doha-Dubai. Ufa! Chegamos em casa. Salvos, porém não tão sãos assim.

No vôo de volta conhecemos dois cariocas que dão aula de surf no Arpoador. Peguei o cartão e agora sim aprenderei a surfar de verdade (ou não).

Até hoje me pego falando dessa viagem e dá uma saudadeeee.

Tudo que é bom dura tempo suficiente para se tornar inesquecível. E essas férias ficaram na nossa memória pra sempre!







domingo, 17 de abril de 2011

24 horas em NYC!



Central Park




Museum of Modern Art- MOMA


Depois de passar 2 anos viajando o mundo, a gente começa a achar tudo "normal" e, como todo mundo sabe, "normal" não encanta, não emociona, não inspira. E eu preciso de inspiração!

Às vezes me pego diante de um monumento ou uma cidade que deveria ser incrível, mas simplesmente não é. Tudo vira lugaro-comum.

Mas tudo mudou o dia que pisei em Nova York pela primeira vez.

Fazia tempo que eu queria ir pra Nova York, pois eu precisava confirmar (ou contrariar) o que se diz sobre a cidade. O primeiro pensamento que me veio à cabeça: porque eu só tenho 1 dia pra ficar nesse lugar???

Assim foi meu único dia em NYC:

Cheguei no hotel por volta das 11 da manhã, exausta depois de 14 horas de vôo, mas sem tempo pra tirar aquele cochilo. Então vamo que vamo! Primeira parada: almoço. Aonde? Restaurante brasileiro. "Como assim você vai pra NY comer em restaurante brasileiro?" É, eu não moro no Brasil e a vontade de comer uma coxinha me pegou de jeito. Coxinha, guaraná, arroz, feijão e bife. Ufa! Também não comi mais nada até o vôo da volta.

Segunda parada: Victoria's Secret! Tá aí um lugar que é parada obrigatória para toda brasileira nos EUA. Não há como contestar.

O que mais eu fiz? Andei, andei e andei. Andei pela quinta, sexta e sétima avenidas. Vi o MOMA, o Central Park, o Times Square, a Broadway. Muitas lojas, caras, baratas, famosas e desconhecidas. Ouvi Inglês, Espanhol, Português e sabe-se lá mais o que. Uma confusão de gente de todos os tipos, cores, estilos e formas. Um frio que não cabe ao mês de abril.

Para fechar minhas 24 horas em Nova York, nada mais justo que assistir um musical na Broadway. A escolha foi difícil, mas fiquei com Billy Elliot- o menino inglês filho de um trabalhador de minas na Inglaterra que acaba se apaixonando pelo ballet. Sim, o ballet tinha que estar presente. Foi lindo, emocionante e o maior sentimento era o de querer subir no palco e dançar junto. Deu saudade!

No fim do espetáculo meus olhos já estavam fechando sem minha permissão, era hora de voltar pro hotel e dormir porque na manhã seguinte tinha que voltar pra Dubai. Aaaah que vontade de perder aquele vôo.

Minha impressão disso tudo?

Eu queria morar lá! Não para sempre, mas por um tempo. Conhecer e absorver melhor toda a riqueza cultural que só etsa cidade pode me oferecer. Quero passar tardes inteiras dentro de museus e outras tantas passeando pelo parque. Quero explorar, viver e guardar dentro de mim cada imagem, cada foto poética que a câmera não capturou, cada música que passou pela minha cabeça em determinada esquina.


Ah sim, finalmente comprei um e-reader. Depois de tanta peregrinação, escolhi o Kindle da Amazon. Vamos ver se corresponde às expectativas.


E NY que me espere, pois eu ainda volto lá. Se não pra morar um tempo, para umas boas férias. =)









quarta-feira, 13 de abril de 2011

Luto!


Uma parada das viagens para comentar algo muito mais importante que qualquer acontecimento particular. O post de hoje será digitado empreto, ao contrário do costumeiro verde que eu gosto de usar aqui.

Desde o dia que vi a notícia sobre a "chacina de Realengo", o trecho de uma música não me sai da cabeça e foi a partir daí que veio a vontade de falar sobre isso no blog.

"Pessoas inocentes que não tem ada a ver, estão perdendo hoje o seu direito de viver." Tive que dar um google pra lembrar de qual música se tratava esta frase e dei de cara com o título de um funk carioca bem conhecido "Eu só quero é ser feliz".

Ser feliz, é realmente só o que queremos?

Um dia o sujeito acorda pega uma arma e entra atirando em um escola. Mata 13 crianças, fere algumas outras. E aí? Vai me dizer que ele queria somente ser feliz? Sei que nessa história entram diversos fatores psicológicos e sociais, mas o que marcou mesmo este episódio foi a carta deixada pelo sujeito.

Fanatismo nunca levou nem nunca levará ninguém a lugar nenhum. Bom, levou esse aí pro cemitério... não sou contra nenhuma religião, crença ou como quiser chamar, mas sou contra sim as interpretações distorcidas da "Palavra de Deus". Será que é isso que ele quer? Que matemos uns aos outros? Então até que ponto a fé se confunde com fanatismo e seguir a palavra de Deus não se confunde com a sua própria interpretação dela?

Não dá pra enteder o porquê, mas espero que ninguém siga o exemplo infeliz deste cidadão.

É numa hora dessas que me faz temer o mundo que meus futuros filhos encontrarão...

Hoje faz uma semana que 13 famílias choram a perda de suas crianças. E este choro não seca, não acaba, apenas aprende-se a viver com ele.

Não há o que a polícia possa fazer para evitar crimes como esse, mas, filha de psicóloga que sou, não posso deixar de pensar se não seria a hora de o governo brasileiro começar a repensar a inclusão de tratamentos psiquiátricos na saúde pública.


De luto!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Março- parte I


Templo budista em Osaka
A gente costuma dizer no Brasil que o ano novo só começa depois do carnaval. Será?
Se isso é fato ou crendice popular não sei. Só sei que depois do carnaval, meu ano ficou um pouco mais, digamos, novo. Sim, eu gosto mesmo é de novidade e se não fosse assim, não teria vindo parar do lado de lá do mundo.
No começo de março nós acompanhamos o terremoto seguido de tsunami no Japão. Pois é, eu estava lá! Não exatamente na região atingida,mas estava em Osaka- Japão. deixe-me explicar: agora que se aproxima a hora de dar tchau a Dubai, meu objetivo éconhecer os destinos que ainda não fui e depois de algumas horinhas no querido swap shop, consegui trocar meu vôo por Osaka e lá fui eu feliz da vida planejando conhecer os templos budistas de kyoto. Foi aí que eu me enganei... Após uma hora de atraso para pousar, finalmente chegamos em Osaka e a triste notícia do tsunami nos pegaram de surpresa. Ainda bem estávamos bem longe, mas a preocupação das meninas japonesas com suas famílias eamigos deixou todos nós com um ó na garganta e acompanhar as notícias pela CNN só aumentava a ansiedade de todos.
Passado o susto (kind of) pude conhecer um pouco, bem pouco de Osaka e até achei um templo budista pelo caminho. Desistimos da idéia de ir a Kyoto, já que não dava pra confiar nos trens, afinal, calamidade é calamidade e a ninguém sabia o que podia acontecer nas próximas 24 horas.
Paguei 100dhs por 2 minutos de ligação para o Brasil porque minha família já sabia da tragédia, mas não sabia em que parte do Japão eu estava. Confesso que, mesmo estando longe, bateu um medinho e aquela sensação de mais uma vez estar sozinha em um quarto de hotel, longe de todos os possíveis lugares que eu chamaria de "casa".
Mesmo não sendo meu país ou meu povo, doeu o coração ver tanta destruição.
Depois do Japão, dias de folga e mais uma novidade: esqui. Resolvi encarar o medo de frente e aproveitar para ir ao famoso Ski Dubai pela primeira vez. Por ser uma estação de esqui fechada, dentro de um shopping, é tudo bem organizado. Ao chegar lá eles perguntam se é primeira vez ou se você já esquiou antes. Assim como eu, você deve ter pensado: aaah, é só dizer que sabe, chega lá e se vira. Certo? Errado! Se você arricar mentir e chegar lá em cima e começar a sessão "estabaco" vem um staff e pede pra você sair e ir numa aula, pra não ficar atrapalhando. Como eu já tava com um pequeno medinho, fui direto para a Discovery Lesson, na qual eles te ensinam o básico do básico. Vamos lá: primeiro um pé só no esqui, dá uns pulinhos, escorregar pra trás e pra frente, agora o outro pé, repete tudo... até finalmente a hora que todos esperavam: descer a montanha. Quer dizer, parte dela. "Feench fries to run, pizza to stop." Seria uma forma fácil de lembrar que pra ganahr velocidade, basta deixar seus esquis paralelos como duas batatas fritas e para freiar, una as pontas dianteiras e abra as traseiras, como uma fatia de pizza.
E lá vai a Jú, descendo lindamente na neve... Concluí minha primeira aula sem nenhum tombo e confesso, sem grandes dificuldades. Agora preciso de mais duas aulas para poder ir pra pista principal e descer sozinha. Mas não posso esperar muito tempo, senão esqueço e preciso começar tuuudo de novo.
Atualizarei meu progresso aqui. Aguardem! =)
E para os brasileiros de plantão: Feliz Ano Novo!!!


Eu e Ricardinho no Ski Dubai

sábado, 5 de março de 2011

Fogo?! Só um susto!

A gente tinha chegado da academia e, enquanto eu fazia o almoço, ele se arrumava pro vôo. Tudo dentro da normalidade até aí. Só até aí! Eis que o namorado resolve me chamar pra pedir alguma coisa no exato momento em que eu (lembrem: pouco estabanada) tirava uma travessa do forno. Resultado mais óbvio: uma queimadura no meu braço. Dói, arde e em Dubai não há jeito de sair água fria da torneira. Parou por aí? Não! De repente dispara o alarme de incêndio do prédio. E continua. Continua. E continua até eu ser mandada na missão de descer 10 andares de escada pra ver do que se tratava, mas como não poderia ser diferente, esqueci o celular no apartamento e o namorado esperando notícias. Chego lá embaixo e descubro que se tratava de um teste anual, tive que assinar uma lista e ficar esperando lá com o resto dos (poucos) moradores que evacuaram o prédio. Depois de uns 5 minutos sem notícia, ele resolveu descer (dessa vez com os celulares!) e se juntar ao bolo rezando pra aquilo demorar mais uma meia hora e ele perder o vôo sem problemas.
O mais interessante dessa história toda é a falta de noção das pessoas: nós mesmos demoramos um tempão para resolver descer, imaginando que não deveria ser nada sério. Vi gente descer com cigarro aceso, garrafa de cerveja - alooou, e se fosse incêndio mesmo?? Mas palmas para a menina que desceu descalça, vestida metade de uniforme, metade roupa normal e com seu gatinho debaixo do braço. Essa sim levou a sério!
Conclusão disso: nosso almoço esfriou, o namorado não perdeu o vôo e se o fogo tivesse correndo solto pelo prédio, só a menina com seu gatinho estariam vivos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

É carnaval

"A mesma máscara negra que esconde teu rosto, eu quero matar a saudade.
Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval!"
Tem gente que foge pra bem longe quando chega essa época do ano. Tem gente que só porque mora longe, passa a inventar que gosta de tudo que vem do Brasil. Tem gente que sente genuínas saudades de sua terrinha amada. Seja qual foro seu caso, não há como negar: o carnaval é brasileiro e todo brasileiro é carnaval!
Eu, como boa carioca, não nego que gosto (e muito!) desair às ruas disposta a andar debaixo daquele solaço de 40 graus, feliz da vida seguindo o bloco que passa ali pertinho do mar, pra logo mais tarde me juntar a outro, e mis outro e por aí vai. Não tem cansaço, sono ou fome que impeça de continuar até o fim da semana pulando de bloco em bloco.
Meu últim0 carnaval no Rio foi o de 2008 e a única coisa que me recordo é que não parava de chover e que eu mal consegui ir a 1 único mísero bloquinho. Em 2009, meu primeiro carnaval longe de casa, lá fui eu pra Dusseldorf- Alemanha pensando em como todos os meus amigos estavam se divertindo láno Brasil e eu indo pra gelada Alemanha. Eis minha surpresa: ao chegar no centro de Dusseldorf, vejo pessoas de todas as idades com as mais criativas fantasias, tomando cerveja, cantando e dançando pelas ruas, várias tendas tocando música alemã. Opa! Peraí, se tirar o frio e colocar um solzão de rachar, tira a música alemã e põe um samba, isso é carnaval!!! E assim foi meu primeiro carnaval estrangeiro, e foi muito bom.
Esta semana, começa oficialmente ocarnaval 2011 e, graças ao Facebook, parece que os blocos de rua estão mais populares do que nunca, reunindo milhares de pessoas com um objetivo comum: diversão! Eu aqui, do lado de lá do mundo, sem nenhuma faísca de carnaval por perto...
Só me resta então acompanhar as notícias, contar quantos "mijões" foram presos e desejar profundamente que no próximo ano eu possa estar lá.



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amigas pelo mundo

Amigo, amigo, amigo. Procurei a etimologia, mas sem paciência com a lentidão da internet, fico com a primeira que achei. Do latim, amicus, radical ama- verbo amar. Pronto Amigo é amor!
Eu tirei a sorte grande com os amigos que fiz ao longo dos anos, porém sorte maior foi poder encontrar, em tão pouco tempo, amigos que não via há muito. Primeiro todos que revi na viagem ao Rio em janeiro e agora a melhor surpresa de fevereiro: encontrar a Fe e a Helena na Holanda.
Essa vida de voadora tem realmente seus prós. A gente aprende a tirar proveito das poucas horas que tem pra conhecer uma cidade, do pouco tempo que tem pra quase tudo. E assim eu fiz na minha passagem super rápida pela Holanda.
Mal cheguei no hotel e já saí correndo pra pegar o primeiro trem pra Delft... Encontrar a Fê me esperando na estação mais uma vez fez meu coração pular de alegria! Depois de uma hora foi a vez da Helena chegar e pronto: a festa estava completa. Pizza, cervejinha no pub, muito, muito papo e pra fechar a noite a gente dormiu na casa da Fezica.
Encontrar os amigos pelo mundo renova as energias, trás uma sensação de "casa" e uma alegria inexplicável.
Agora a Helena já voltou para o Brasil após 6 meses de intercâmbio em Portugal, a Fê continua em Delft trabalhando em sua tese de mestrado e eu continuo dando voltas e mais voltas no mundo. Mas naquela sexta-feira, estas 3 vidas completamente diferentes acertaram seus ponteiro para passar algumas horinhas juntas. É incrível as fronteiras que a amizade é capaz de atravessar.
Mas depois vem a saudade... essa já não larga mais do meu pé!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Crise Vocacional


O que você quer ser quando crescer?

Atriz, médico, bailarina, astronauta, bombeiro, músico, engenheiro, desenhista, repórter,juíz, jogador de futebol, igual à mamãe, igual ao papai. São tantas as respostas, tantos os sonhos que vamos crescendo e as idéias vão mudando. Descobrimos profissões antes desconhecidas do nosso universo infantil. Desconstruímos modelos, construímos ideais e a pergunta continua pairando no ar: o que você quer ser quando crescer?
Dinheiro, realização, sucesso, qualidade de vida, tudo isso pesa na decisão que vem cedo, demasiadamente cedo.
Aos 5 tudo é brincadeira. Aos 10 sonhamos alto. Aos 15 começamos a nos preocupar. Aos 20 já devemos ter decidido. Opa! Peraí! Aos 20?? E eu aqui aos 25, como fico?
Então vou parar de escrever na primeira pessoa do plural e passar para o singular. Sim, eu Juliana Lessa.
Aos 5 eu nem me lembro que resposta eu dava à esta pergunta. Aos 10 fui fazer ballet, mas nunca tive a pretenção de ser profissional. Aos 12 fui fazer curso de teatro e tv, queria ser atriz. Aos 15 voltei para a dança, pensei em dar aula ou seguir na linha do conteporâneo. Aos 17 eu olhava as listas de cursos da universidades e não conseguia ver minha cara em nenhum deles. Desde os 13 escrevia poesia, o que não me qualificava para jornalista ou escritora. Aos 18 fui fazer cursinho, decidida a entrar para Produção Cultural, mas eram só 25 vagas. Aos 19 comecei Comunicação e fugi com medo do mercado. Aos 20 fui para o Turismo (esse sim deveria me dar medo do mercado!) e aos 21, enquanto cursava Turismo fui fazer curso de Comissária, aeromoça ou seja lá que nome queira dar.
Aqui estou eu, aos 25: Turismóloga por formação, Comissária de Vôo por profissão e perdida por vocação. Vir voar do outro lado do mundo foi bom, serviu de muito aprendizado cultural, emocional e pessoal. Profissional, deixou a desejar. Agora é hora de dar um novo começo a essa história de profissão, um começo definitivo (se é que existe tal coisa) ou pelo menos aquele que será o acerto por muitos anos.
Cá estou aos 25 anos de idade, ouvindo incensantemente aquela velha idagação:
O que você quer ser quando crescer?
Eu cresci! E agora?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Férias

Depois de um semi-abandono do blog, volto meio sem inspiração, meio sem saber o que escrever, mas com a determinação de não deixar isso aqui às moscas (mais ainda!).
2011 começou num ritmo frenético estudando pra renovação da licença de vôo, logo depois férias (o que não significa descanso). Ok, falaremos sobre as férias então.
15 horas de vôo, 2 hroas de espera, 1:30 de ônibus e mais meia de carro, chegamos! Santo Antônio de Posse. Onde? Interior de SP, perto de Campinas, cidade natal do namorado.
Cidade pequena é assim: você tem conta na padaria, dá oi pra todo mundo na rua, conhece o dono da farmácia, sabe quem mora em cada casa, não tem tanta fumaça, tanto barulho. Sossego. Essa é a palavra-chave. Eu? Adorei! Fui super bem recebida, andei de moto em estrada de terra, visitei fazenda e comi churrasco. Foi muito bom! Dois dias depois: Rio de Janeiro, mas como nada é fácil nessa vida, chego ao aeroporto e descubro que meu vôo foi cancelado. Não tava atrasado não, foi cancelado mesmo e o próximo só em 4 horas. O que eu vou fazer num aeroporto pequeno durante 4 horas sozinha? Internet me salvou! Ok, agora sim: Rio aqui vou eu!
Em janeiro o Rio não é quente, é filial do inferno (só no sentido do calor tá?!). Depois de 7 meses sem ir pra casa, eu tava morrendo de saudades. Pais, irmãos, avós e amigos, queria abraçar todo mundo ao mesmo tempo.
Praia já no dia seguinte, precisava lavar a alma e pelo menos olhar o mar, que estava gelado demais para merecer um mergulho. Logo depois o namorado chega ao Rio pela primeira vez e, é claro, tivemos um dia turistando pela cidade: Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Urca.
Festa de aniversário, domingo de sol na praia com direito a mergulho no mar- finalmente e ele já foi embora. Dois dias depois eu também fui. E a vontade? A gente queria mais tempo pra curtir o verão, a vida ao ar livre, sem ar-condicionado o dia todo, com janelas que abrem, sem pele ressecada e com noites de sono normais. O Rio ganhou mais um fã, e a família aprova.
Chegar aqui e encarar um daqueles vôos bem escrotos não foi uma recepção muito motivadora, mas vamos que vamos. E o que posso dizer? Rio, nos vemos em breve! =)